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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Agostinho da Silva, Comer Carne e a Queda

Escrevi sobre isto no numero 3 da Revista Nova Aguia.
E' sempre bom recordar Agostinho da Silva que retoma aqui a tese de Teixeira Rego, seu professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. (Teixeira Rego, a Nova Teoria do Sacrifício)
"É possível que a princípio o sacrifício simbolizasse a queda por um alimento animal, a expiação da morte da primeira rês; por qualquer circunstância, o homem, primitivamente frugívoro, teria sido obrigado a alimentar-se com a carne de animais, até aí sagrados para ele; abatera o primeiro e logo sentira todo o horror do seu crime: matara um companheiro, um amigo, e o seu primeiro movimento foi de fuga; depois, para que os deuses lhe perdoassem, fazia-os tomar parte no festim. O rito estranho das Bufónias, antiquíssimo, reproduzia com pormenorização a cena primitiva: havia a fuga do sacrificador, a acusação de todos os que tinham tomado parte na cerimónia; finalmente, a condenação dos instrumentos que tinham servido para cometer o crime" 
- Agostinho da Silva, A Religião Grega [1930], in Estudos sobre Cultura Clássica, p. 165.


terça-feira, 2 de outubro de 2007

Hoje é o dia do Vegetarianismo


Dia 1º de Outubro é o dia do vegetarianismo.

Realmente a comer assim é a via fácil para estarmos bem conosco e com o mundo.

Porém o Hitler também era vegetariano assim como muitas pessoas pouco equilibradas. Este vegetariano tinha tanto medo (a irradiar a energia de estar preso numa cultura de medo) que o envenenassem que levava uma tablete de chocolate para comer durante as recepções com jantares oficiais... e misturava tudo isto com medicamentos. Além do mais parece que a bebida preferida dele era a Fanta.
E deu no que se sabe.
Também há os vegetarianos tipo caca-cola com batatas fritas e ketchup. :-(
E é preciso lembrar os pacifistas tipo sopa com erva fumada por sobremesa.
Eu sou mais do estilo pacifista por grandes pratadas de verdes escaldados temperados com sumo de limão. ;-) Passam-nos logo as zangas todas. ;-)

Contudo pode ser uma forma sábia, ética e ecológica de estar na vida.

Porém devido à agricultura petro-química estes alimentos estão cada dia mais envenenados. Frequentemente há intoxicações alimentares com saladas.
A maior parte da soja e congelados de vegetais oferecidos no mercado são transgénicos de efeitos altamente degenerativos. Até através do leite das mães os transgénicos destroem os intestinos dos bebés! Isto segundo os estudos independentes mais recentes.

Como eu não gosto de ser cobaia para estudos científicos, compro e produzo coisas de agricultura bio. Mesmo sendo em pequena escala.
Esta manhã levantei-me fui ao jardim, enxotei um gato que como de costume andava a ver se pescava alguma coisa no lago, apanhei um belo rabanete e uma cebola pequena. Fiz uma sopa de miso com gengibre para pequeno almoço. É um luxo poder permitir-me tal coisa!
Portanto se decidiu tornar-se vegetariano tenha cuidado consigo: consulte quanto antes um bom naturopata para evitar vir a ter problemas de saúde. São diferentes dos que têm os carnívoros mas são também, nada divertidos.
Ou então faça como eu que estudo apaixonadamente este assunto há décadas.
PS: A imagem que eu escolhi para este post foi só por ser bonitinha. Representa uma planta muitíssimo venenosa. Cuidado. Não é de todo um vegetal comestível daqueles que eu costumo usar!

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Sobre mim na net


Quando quiser saber algo mais sobre mim e as minhas ideias clique aqui.

É uma entrevista da responsabilidade de Nilza Sena.









Ou leia já a seguir:



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Vantagens da alimentação vegetariana

Existem muitas dúvidas e mitos sobre a dieta vegetariana. Alguns achariam impensável deixar de comer deliciosas iguarias cozinhadas com produtos de origem animal e outros nem querem vê-las.

Mas, afinal, quem tem razão?

Há registos de alimentação vegetariana datados de 600 anos antes de Cristo. Todavia, é possível que a sua origem seja muito anterior, talvez contemporânea do Homo sapiens.

Se nos debruçarmos sobre a origem etimológica do termo vegetarianismo, ficamos a saber que vem do latim vegetare, que significa dar vida, e que a expressão Homo vegetus quer significar homem saudável e vigoroso.

Há vários argumentos para justificar a opção por uma alimentação vegetariana e não chega dizer que personalidades como Jesus, Buda, Pitágoras, Platão, Sócrates, Newton, Voltaire, Leonardo da Vinci, Beethoven, Darwin, Mahatma Gandhi, Rousseau, Pascal, Tolstoi, Einstein, entre outros, eram vegetarianos. A interrogação persiste: que benefícios pode trazer este regime alimentar?

«As substâncias que constituem o nosso corpo são fornecidas pelo sangue que, por sua vez, as retira dos alimentos que ingerimos. A partir daí, chegamos à conclusão de que somos aquilo que comemos», afirma a naturóloga com especialização em Nutrição Dr.ª Maria Afonso Sancho.

Tornou-se corrente pensar que a ausência de carne na alimentação humana acarreta carências de proteína. Contudo, sabe-se hoje que a causa da maioria das doenças é precisamente o excesso do seu consumo.

«Os alimentos utilizados numa dieta vegetariana equilibrada são, na sua maioria, alimentos com maior vitalidade, isentos de toxinas, antibióticos e hormonas que são pródigas na dieta dita omnívora», refere a naturóloga.

Para se seguir uma alimentação vegetariana, depois de muitos anos a comer mediante um regime tradicional, é importante saber seleccionar os alimentos e conhecer minimamente as suas características nutritivas.

«Não há qualquer risco em ser vegetariano, mas quem quer iniciar esse regime ou mantê-lo por muito tempo deve consultar um especialista que o ensine a compensar de forma equilibrada a ausência de carne e peixe e a fazer combinações alimentares saudáveis.

A forma como se cozinha torna-se ainda mais importante. Por exemplo, as leguminosas devem ser cozinhadas com algas, não só porque ajudam a eliminar toxinas, mas também porque são ricas em oligoelementos e tornam as proteínas assimiláveis de maneira mais equilibrada», explica a especialista.

Existem várias classificações alimentares, mas regra geral podemos dividir os alimentos da seguinte forma:

– Plásticos ou construtivos, se contribuem para a formação ou renovação dos tecidos, como por exemplo os alimentos ricos em albuminas ou proteínas como os ovos, o leite, o queijo, as leguminosas e as frutas oleaginosas;

– Energéticos, que são geradores de energia e calor e que estão representados essencialmente pelos hidratos de carbono, pelas gorduras naturais e por algumas frutas;

– Mineralizantes, que são aqueles alimentos que contêm grande quantidade de sais minerais naturais e assimiláveis, que ajudam a restaurar os tecidos e o fluxo sanguíneo, sendo indispensáveis à nutrição e crescimento, encontrando-se sobretudo nos vegetais, nas frutas, nas hortaliças, nos cereais e em alguns derivados animais como o leite e as gemas de ovos;

– Vitaminas, que são substâncias de importância capital na alimentação e se encontram sobretudo nos alimentos frescos e crus (frutas e hortaliças), nos cereais e farinhas integrais, no leite, nos ovos, no queijo e no mel.

É claro que a dieta vegetariana equilibrada deve conter alimentos destas quatros categorias, mas em quantidade pré-estabelecida, já que «a ideia é elevar a vitalidade do organismo, permitindo um menor trabalho na digestão, reabsorção do maior número de propriedades alimentícias e optimização da energia.

Existem outras classificações, como aquela em que os alimentos são classificados como sendo yin ou yang. Nesse caso, a ideia passa por manter um equilíbrio dinâmico dos dois factores», observa Maria Afonso Sancho.




A responsabilidade editorial e científica desta informação é da