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domingo, 2 de janeiro de 2011

Henri Cartier-Bresson: So' a Sorte conta...



So a sorte conta.
A no's so' nos resta mantermo-nos disponiveis.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

No Dia da Paz outro lançamento da revista Nova Águia







Estas são as fotos do lançamento da revista Nova Aguia no Montijo.
Também tem no outro blog fotos e texto relativos a este acontecimendo.
Clique aqui, sff, para lhe aceder.



domingo, 26 de agosto de 2007

O nenúfar e os peixes



Tenho andado mesmo encantada com a vida no meu lago.

Foi o meu avô quem o mandou fazer. E é um ecosistema equilibrado que se mantém há mais de meio século. Ultimamente enchi-o com água diamante.
Água diamante da PMT e não a da cristaloterapia!
Portanto não vale a pena assaltarem-me o jardim para revolverem o lodo à procura de diamantes que não estão lá nenhuns.
Entretanto dou comigo embevecida olhar para os peixes. A ver o que andam a fazer.

Conheço pessoas que compram telescópios para espreitar os vizinhos. Outros espreitam a vida dos personagens das novelas na tv.

Eu encanto-me nesta contemplação. Cheia de Paz.
Alguns têm barbatanas e caudas longas.
Ondulantes.
Lindas!

Também lá vivem uns de 3 caudas; mas os infelizes nadam de uma forma muito desajeitada. Isto de deformar animais para os tornar engraçados é mesmo um absurdo.

E então um desgraçado de um peixe preto, com olhos telescópicos e muitas caudas, este vê-se e deseja-se até para fazer coisas simples e vitais como comer e nadar. Por isto é que devem morrer muito mais rápido do que todos os outros. Nunca mais volto a comprar nenhum. Apesar do feng-shui os recomendar.

O pobre bicho há bocado nem uma lentilha de água conseguiu que lhe entrasse na boca depois de muitos esforços. Os outros peixes abrem a boca e entram logo meia dúzia de lentilhas que são prontamente engolidas. Este passa o dia a abrir a boca à superfície da água. Deve comer qualquer coisa invisível para mim. Sei é que todos os outros cresceram para o dobro logo no primeiro mês e este há meses que por alí anda e sempre do mesmo tamanho.

Na verdade tem uma cauda que parece uma crinolina do século XVIII.

Porém a boca mal se abre. Mantém sempre o ar de menino a fazer beicinho. Que só deve ter muita graça para o aprendiz de feiticeiro que o criou.

O bom de tantos peixes é que já quase não tenho mosquitos.

Nas lojas onde os fui comprando queriam sempre vender-me rações. Mas isto é um lago em permacultura e que vive segundo a lei do menor esforço. Têm até comida demais.

Ainda esta manhã tive de andar a retirar plantas aquáticas para compostar. Senão nem a água se via. E eles passam os dias a pastar por baixo da camada verde que sobrenada.

Ontem encontrei um peixe a boiar. Morto. Retirei-o e vi que tinha um arranhão ao lado da barbatana peitoral esquerda. Os gatos andaram à caça durante a noite e apesar de não o terem conseguido comer deixaram-no ferido até que morreu. Já não acontecia isto há muitos meses.

Tenho de voltar a enxotar vigorosamente os gatos, lindos e de guiso, que gostam de usar o meu jardim como território de caça. E retrete seca também...

Estava a gostar tanto de os ver a dormir pelas sombras durante a tarde.

Além de que eles adoram comer rãs e eu só consegui trazer uma. A qual fez com que desaparecessem quase todas as lesmas que por ali andavam.

Quanto à vida emocional e romances dos peixes é que ainda não descortinei nada de interesante. Lamento esta lacuna emocional no big brother do meu lago.

Bem, agora me lembro de um episódio. Passo a contar.

O maior peixe encarnado não tem grandes barbatanas ondulantes. Não lhe acho grande interesse quando aparece no meu angulo de visão. Ora este bicho, há uns meses, ficou muito lento e gordo. Parecia um submarino. Andava sempre com peixes atraz dele a perseguirem-no. Davam-lhe cabeçadas na barriga. E eu sem perceber nada de tanta agressividade em tão calmos seres.

Entretanto há 2 semanas descobri alevins muito pequeninos. Foi assim que me lembrei que o tal peixe lento, gordo e feio tinha emagrecido. Já sei que tenho uma fêmea, pelo menos.

Publiquei também a foto dos dois protagonistas. Vale a pena amplia-las.

Bem... esta história tem tantas emoções tumultuosas como as têm os peixes...

Quanto ao nenúfar foi a única flor no meu jardim que atraiu a visita de uma abelha. Até a consegui fotografar pousada nela. Noutro dia publico-a.

Agora vou lá para fora. A rã vai assustar-se. E saltar para a água do alto da rocha ou do cimo de uma folha de nenúfar, onde estava a apanhar sol. Depois fica a espreitar-me, escondida entre os jacintos de água.

E eu na minha contemplação, olho embevecida para os animais e as plantas do meu lago.

É que o nenúfar tem um botão a crescer, ainda dentro de água e uma nova folha que se está a abrir... ;-)