Escrevi sobre isto no numero 3 da Revista Nova Aguia.
E' sempre bom recordar Agostinho da Silva que retoma aqui a tese de Teixeira Rego, seu professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. (Teixeira Rego, a Nova Teoria do Sacrifício)
"É possível que a princípio o sacrifício simbolizasse a queda por um alimento animal, a expiação da morte da primeira rês; por qualquer circunstância, o homem, primitivamente frugívoro, teria sido obrigado a alimentar-se com a carne de animais, até aí sagrados para ele; abatera o primeiro e logo sentira todo o horror do seu crime: matara um companheiro, um amigo, e o seu primeiro movimento foi de fuga; depois, para que os deuses lhe perdoassem, fazia-os tomar parte no festim. O rito estranho das Bufónias, antiquíssimo, reproduzia com pormenorização a cena primitiva: havia a fuga do sacrificador, a acusação de todos os que tinham tomado parte na cerimónia; finalmente, a condenação dos instrumentos que tinham servido para cometer o crime"
- Agostinho da Silva, A Religião Grega [1930], in Estudos sobre Cultura Clássica, p. 165.
Tive muito êxito na vida. E agora decidi fazer da minha vida um êxito. Busco o que é perene e eterno neste Universo composto de mudança. Portanto tenho muito com que me entreter. Aqui vou publicando textos e links que acho serem suficientemente curiosos para trocarmos ideias sobre os temas focados. Muitos têm que ver com as minhas dúvidas. Portanto um blog de discussão. Com poucas certezas. Pois obviamente tudo o que aqui se diz é pura ficção.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Numa época de referencia
Decididamente atravesso um tempo de referencia na minha vida.
A revista Hola (a biblia do que se tornou mainstream) de hoje mostra várias reportagens no SHA Wellness Center, com celebridades profissionais, que experimentaram a Macrobiotica.
E até chamam à Macrobiotica a ultima moda em dietas saudaveis ou algo parecido.
Uma conhecida cozinheira, que tambem dá aulas, agora usa o mesmo titulo, para estas, que eu escolhi há anos: vegetariana, macrobiotica e vegan. Pela mesma ordem e tudo.
Ser imitada é uma honra! :-)
Decididamente a macrobiotica está mainstream e ganhou dignidade.
Isto está mesmo muito diferente de quando eu comecei a pratica-la no ano de 1973.
Tenho de pensar bem. Para adaptar-me aos novos tempos neste Universo composto de mudança. :-)))
A revista Hola (a biblia do que se tornou mainstream) de hoje mostra várias reportagens no SHA Wellness Center, com celebridades profissionais, que experimentaram a Macrobiotica.
E até chamam à Macrobiotica a ultima moda em dietas saudaveis ou algo parecido.
Uma conhecida cozinheira, que tambem dá aulas, agora usa o mesmo titulo, para estas, que eu escolhi há anos: vegetariana, macrobiotica e vegan. Pela mesma ordem e tudo.
Ser imitada é uma honra! :-)
Decididamente a macrobiotica está mainstream e ganhou dignidade.
Isto está mesmo muito diferente de quando eu comecei a pratica-la no ano de 1973.
Tenho de pensar bem. Para adaptar-me aos novos tempos neste Universo composto de mudança. :-)))
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sexta-feira, 19 de agosto de 2005
Sobre mim na net

Quando quiser saber algo mais sobre mim e as minhas ideias clique aqui.
É uma entrevista da responsabilidade de Nilza Sena.
Ou leia já a seguir:
Você está aqui: > Saúde > ABC da Saúde > Nutrição
Vantagens da alimentação vegetariana
Existem muitas dúvidas e mitos sobre a dieta vegetariana. Alguns achariam impensável deixar de comer deliciosas iguarias cozinhadas com produtos de origem animal e outros nem querem vê-las.Mas, afinal, quem tem razão?
Há registos de alimentação vegetariana datados de 600 anos antes de Cristo. Todavia, é possível que a sua origem seja muito anterior, talvez contemporânea do Homo sapiens.
Se nos debruçarmos sobre a origem etimológica do termo vegetarianismo, ficamos a saber que vem do latim vegetare, que significa dar vida, e que a expressão Homo vegetus quer significar homem saudável e vigoroso.
Há vários argumentos para justificar a opção por uma alimentação vegetariana e não chega dizer que personalidades como Jesus, Buda, Pitágoras, Platão, Sócrates, Newton, Voltaire, Leonardo da Vinci, Beethoven, Darwin, Mahatma Gandhi, Rousseau, Pascal, Tolstoi, Einstein, entre outros, eram vegetarianos. A interrogação persiste: que benefícios pode trazer este regime alimentar?
«As substâncias que constituem o nosso corpo são fornecidas pelo sangue que, por sua vez, as retira dos alimentos que ingerimos. A partir daí, chegamos à conclusão de que somos aquilo que comemos», afirma a naturóloga com especialização em Nutrição Dr.ª Maria Afonso Sancho.
Tornou-se corrente pensar que a ausência de carne na alimentação humana acarreta carências de proteína. Contudo, sabe-se hoje que a causa da maioria das doenças é precisamente o excesso do seu consumo.
«Os alimentos utilizados numa dieta vegetariana equilibrada são, na sua maioria, alimentos com maior vitalidade, isentos de toxinas, antibióticos e hormonas que são pródigas na dieta dita omnívora», refere a naturóloga.
Para se seguir uma alimentação vegetariana, depois de muitos anos a comer mediante um regime tradicional, é importante saber seleccionar os alimentos e conhecer minimamente as suas características nutritivas.
«Não há qualquer risco em ser vegetariano, mas quem quer iniciar esse regime ou mantê-lo por muito tempo deve consultar um especialista que o ensine a compensar de forma equilibrada a ausência de carne e peixe e a fazer combinações alimentares saudáveis.
A forma como se cozinha torna-se ainda mais importante. Por exemplo, as leguminosas devem ser cozinhadas com algas, não só porque ajudam a eliminar toxinas, mas também porque são ricas em oligoelementos e tornam as proteínas assimiláveis de maneira mais equilibrada», explica a especialista.
Existem várias classificações alimentares, mas regra geral podemos dividir os alimentos da seguinte forma:
– Plásticos ou construtivos, se contribuem para a formação ou renovação dos tecidos, como por exemplo os alimentos ricos em albuminas ou proteínas como os ovos, o leite, o queijo, as leguminosas e as frutas oleaginosas;
– Energéticos, que são geradores de energia e calor e que estão representados essencialmente pelos hidratos de carbono, pelas gorduras naturais e por algumas frutas;
– Mineralizantes, que são aqueles alimentos que contêm grande quantidade de sais minerais naturais e assimiláveis, que ajudam a restaurar os tecidos e o fluxo sanguíneo, sendo indispensáveis à nutrição e crescimento, encontrando-se sobretudo nos vegetais, nas frutas, nas hortaliças, nos cereais e em alguns derivados animais como o leite e as gemas de ovos;
– Vitaminas, que são substâncias de importância capital na alimentação e se encontram sobretudo nos alimentos frescos e crus (frutas e hortaliças), nos cereais e farinhas integrais, no leite, nos ovos, no queijo e no mel.
É claro que a dieta vegetariana equilibrada deve conter alimentos destas quatros categorias, mas em quantidade pré-estabelecida, já que «a ideia é elevar a vitalidade do organismo, permitindo um menor trabalho na digestão, reabsorção do maior número de propriedades alimentícias e optimização da energia.
Existem outras classificações, como aquela em que os alimentos são classificados como sendo yin ou yang. Nesse caso, a ideia passa por manter um equilíbrio dinâmico dos dois factores», observa Maria Afonso Sancho.

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