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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Agostinho da Silva, Comer Carne e a Queda

Escrevi sobre isto no numero 3 da Revista Nova Aguia.
E' sempre bom recordar Agostinho da Silva que retoma aqui a tese de Teixeira Rego, seu professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. (Teixeira Rego, a Nova Teoria do Sacrifício)
"É possível que a princípio o sacrifício simbolizasse a queda por um alimento animal, a expiação da morte da primeira rês; por qualquer circunstância, o homem, primitivamente frugívoro, teria sido obrigado a alimentar-se com a carne de animais, até aí sagrados para ele; abatera o primeiro e logo sentira todo o horror do seu crime: matara um companheiro, um amigo, e o seu primeiro movimento foi de fuga; depois, para que os deuses lhe perdoassem, fazia-os tomar parte no festim. O rito estranho das Bufónias, antiquíssimo, reproduzia com pormenorização a cena primitiva: havia a fuga do sacrificador, a acusação de todos os que tinham tomado parte na cerimónia; finalmente, a condenação dos instrumentos que tinham servido para cometer o crime" 
- Agostinho da Silva, A Religião Grega [1930], in Estudos sobre Cultura Clássica, p. 165.


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Numa época de referencia

Decididamente atravesso um tempo de referencia na minha vida.
A revista Hola (a biblia do que se tornou mainstream) de hoje mostra várias reportagens no SHA Wellness Center, com celebridades profissionais, que experimentaram a Macrobiotica.
E até chamam à Macrobiotica a ultima moda em dietas saudaveis ou algo parecido.
Uma conhecida cozinheira, que tambem dá aulas, agora usa o mesmo titulo, para estas, que eu escolhi há anos: vegetariana, macrobiotica e vegan. Pela mesma ordem e tudo.
Ser imitada é uma honra! :-)
Decididamente a macrobiotica está mainstream e ganhou dignidade.
Isto está mesmo muito diferente de quando eu comecei a pratica-la no ano de 1973.
Tenho de pensar bem. Para adaptar-me aos novos tempos neste Universo composto de mudança. :-)))

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Sobre mim na net


Quando quiser saber algo mais sobre mim e as minhas ideias clique aqui.

É uma entrevista da responsabilidade de Nilza Sena.









Ou leia já a seguir:



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Vantagens da alimentação vegetariana

Existem muitas dúvidas e mitos sobre a dieta vegetariana. Alguns achariam impensável deixar de comer deliciosas iguarias cozinhadas com produtos de origem animal e outros nem querem vê-las.

Mas, afinal, quem tem razão?

Há registos de alimentação vegetariana datados de 600 anos antes de Cristo. Todavia, é possível que a sua origem seja muito anterior, talvez contemporânea do Homo sapiens.

Se nos debruçarmos sobre a origem etimológica do termo vegetarianismo, ficamos a saber que vem do latim vegetare, que significa dar vida, e que a expressão Homo vegetus quer significar homem saudável e vigoroso.

Há vários argumentos para justificar a opção por uma alimentação vegetariana e não chega dizer que personalidades como Jesus, Buda, Pitágoras, Platão, Sócrates, Newton, Voltaire, Leonardo da Vinci, Beethoven, Darwin, Mahatma Gandhi, Rousseau, Pascal, Tolstoi, Einstein, entre outros, eram vegetarianos. A interrogação persiste: que benefícios pode trazer este regime alimentar?

«As substâncias que constituem o nosso corpo são fornecidas pelo sangue que, por sua vez, as retira dos alimentos que ingerimos. A partir daí, chegamos à conclusão de que somos aquilo que comemos», afirma a naturóloga com especialização em Nutrição Dr.ª Maria Afonso Sancho.

Tornou-se corrente pensar que a ausência de carne na alimentação humana acarreta carências de proteína. Contudo, sabe-se hoje que a causa da maioria das doenças é precisamente o excesso do seu consumo.

«Os alimentos utilizados numa dieta vegetariana equilibrada são, na sua maioria, alimentos com maior vitalidade, isentos de toxinas, antibióticos e hormonas que são pródigas na dieta dita omnívora», refere a naturóloga.

Para se seguir uma alimentação vegetariana, depois de muitos anos a comer mediante um regime tradicional, é importante saber seleccionar os alimentos e conhecer minimamente as suas características nutritivas.

«Não há qualquer risco em ser vegetariano, mas quem quer iniciar esse regime ou mantê-lo por muito tempo deve consultar um especialista que o ensine a compensar de forma equilibrada a ausência de carne e peixe e a fazer combinações alimentares saudáveis.

A forma como se cozinha torna-se ainda mais importante. Por exemplo, as leguminosas devem ser cozinhadas com algas, não só porque ajudam a eliminar toxinas, mas também porque são ricas em oligoelementos e tornam as proteínas assimiláveis de maneira mais equilibrada», explica a especialista.

Existem várias classificações alimentares, mas regra geral podemos dividir os alimentos da seguinte forma:

– Plásticos ou construtivos, se contribuem para a formação ou renovação dos tecidos, como por exemplo os alimentos ricos em albuminas ou proteínas como os ovos, o leite, o queijo, as leguminosas e as frutas oleaginosas;

– Energéticos, que são geradores de energia e calor e que estão representados essencialmente pelos hidratos de carbono, pelas gorduras naturais e por algumas frutas;

– Mineralizantes, que são aqueles alimentos que contêm grande quantidade de sais minerais naturais e assimiláveis, que ajudam a restaurar os tecidos e o fluxo sanguíneo, sendo indispensáveis à nutrição e crescimento, encontrando-se sobretudo nos vegetais, nas frutas, nas hortaliças, nos cereais e em alguns derivados animais como o leite e as gemas de ovos;

– Vitaminas, que são substâncias de importância capital na alimentação e se encontram sobretudo nos alimentos frescos e crus (frutas e hortaliças), nos cereais e farinhas integrais, no leite, nos ovos, no queijo e no mel.

É claro que a dieta vegetariana equilibrada deve conter alimentos destas quatros categorias, mas em quantidade pré-estabelecida, já que «a ideia é elevar a vitalidade do organismo, permitindo um menor trabalho na digestão, reabsorção do maior número de propriedades alimentícias e optimização da energia.

Existem outras classificações, como aquela em que os alimentos são classificados como sendo yin ou yang. Nesse caso, a ideia passa por manter um equilíbrio dinâmico dos dois factores», observa Maria Afonso Sancho.




A responsabilidade editorial e científica desta informação é da