quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Mensa - The High IQ Society, inteligência e o nosso culto da mediocridade



Paz, Felicidade e Amor
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Pronto!
Ontem fiz anos (muitos) e quero um presente.
É um velho sonho.
Vamos finalmente fazer uma Mensa- Portugal?
Por puro egoísmo ;-) pois adoro as reuniões e o ambiente que lá se vive.

Desde cerca de 1972 que eu tinha a melhor impressão deste grupo: a "Mensa".
Mas só consegui entrar em 1995 e adorei.
Tirando dois exemplares humanos, só lá encontrei pessoas muito simples, divertidas, nunca a armar em eruditos nem em muito importantes. Uma brisa fresca!
Acima de tudo pessoas como eu: sem certezas rígidas, curiosas pela infinidade de conhecimentos que ainda nos falta descobrir.
A maior parte, também tal como eu, passavam a vida a estudar e a aprender.
Mas em Portugal nunca se conseguiu formar um grupo estruturado e funcional como no resto do mundo. Apesar das tentativas.
Será pelo nosso culto da mediocridade?
Nas universidades dos EUA fazem testes regulares para entrada de alunos nesta associação.
Cá, no meu amado Portugal, ninguém entra sequer ne sala para fazer os testes, pois são imediamente gozados pelos inseguros colegas:
---"É pá, então querias ser um génio! Ah! Ah! Ah!"
Naqueles países onde não grassa esta bizarra atitude de autodestruição, (típico de viciados em açucar) os universitários enchem as salas. E aqueles admitidos são cumprimentados pelos colegas. Como um qualquer campião desportivo.
O meu filho mais velho, quando estava na universidade em Inglaterra, ficou muito surpreendido pela agradável reacção dos colegas quando casualmente referiu em conversa que a mãe pertencia à Mensa.
Arranjaram logo uma qualquer teoria (há teorias para tudo) que diz ser a inteligência hereditária por via materna e começaram a cumplimentá-lo pela tal maravilhosa inteligência hereditária.
Havia de ser no meu amado Portugal ;-(
Fiz uns primeiros testes de admissão por volta de 1972. Disseram-me que podia continuar para o passo seguinte; mas tinha de arranjar um professor universitário que se responsabilizasse pelos meus novos testes.
Levei mais de 20 anos a receber negas dos prof. portugueses a quem pedi isso. Quase todos me diziam que a inteligência não tinha importância nenhuma e bla bla bla.
Um até me prometeu dar-me um livro que me ensinaria a ser inteligente já que eu "quereria sê-lo" segundo ele. Ainda hoje estou à espera desse presentão...
Uma completa panóplia de disparates foi o que eu ouvi acerca da inteligência. Deus de Amor e Misericórdia os abençoe e nos livre deles!
Acredito que a inteligência é um dom de Deus, tal como a beleza ou a riqueza, etc. A nós basta-nos agradecê-lo e usá-lo para o bem da sociedade. Como na parábola dos talentos.
E são aqueles supremos senhores, quem tem poderes para decidir da nossa Educação.
Mas também há outros menos inseguros em termos de inteligência. Só que então não os conheci.
Se alguma certeza tenho é que quase toda a gente sabe muito sobre inteligência.
Demais estão cheios de certezas acerca do seu pouco valor. Mas suspeito que com tal assanhamento... adorariam sê-lo.
Depois as teorias sobre ela, a bendita deusa inteligência, são mais que muitas.
Muitos testes são usados politicamente e como tal pervertidos para que certos grupos não consigam ter bons resultados. Um clássico disso é o que foi feito nos EUA com questões que escapavam à cultura dos negros para depois os classificarem de estúpidos.
E eu já testemunhei isso muitas vezes, nos testes a que fui respondendo ao longo da vida.
Então estes em inglês que abundam na net são mesmo de se limpar as mãos à parede!
Para só eles brilharem.
E de todas as vezes os meus resultados foram de perfeito idiota.
Portanto não se impressionem se estes testes lhe disserem que é tontinho. Pode ser do 2% mais inteligente da humaninade como eu ;-)
Mas os da Mensa são feitos com figuras geométricas. Não são testes de cultura geral anglosaxónica ou matemática.
Entretanto em 1995, estando eu a viver em Roma, descobri os contactos numa revista de negócios, curiosamente com uma capa sobre o Bill Gates.
A psicóloga que supervisionava os testes vivia perto da nossa casa de fim de semana.
Marquei e lá fui a casa dela, com a minha enorme barriga de grávida num dia de abafado calor mediterrânico. Ela informou-me que se não fosse admitida poderia repetir os testes depois do parto, porque o tipo de inteligência que eles testam diminui durante a gravidez.
Será por este estado criador nos tornar mais sábias?
Mas mesmo grávida fui admitida. E em janeiro de 1996 comecei a frequentar as reuniões mensais.
Estas reuniões foram do melhor da minha vida em Itália.
Estar com pessoas cultíssimas (mas não eruditos arrogantes a tentar "fazer panelinha", como era costume em tantos círculos de intelectuais que eu sempre frequentei) foi uma agradável surpresa.
Todos curiosos e bem dispostos. Gente mesmo com piada.
Parece que um grande curiosidade é apanágio de todos os admitidos na Mensa.
Cada um fazia uma conferência mensal sobre o assunto de sua preferência. Eu fiz uma, creio que em Fevereiro de 1997. Sobre Astrologia e saúde natural. Na perspectiva do meu método pessoal.
Na verdade, aqui que ninguém nos ouve, ainda não percebo bem o que é isso a que chamam inteligência. E muito provavelmente nunca irei perceber.
Até ando desconfiada que seja só mais um daqueles conceitos muito discutíveis que abundam na nossa cultura.
Agora do que tenho a certeza é que o conceito de sobredotada me assenta como uma luva1 Explicando muitos dos problemas que tive ao longo da vida.
Porque é que eu nunca achei graça a gozar com as pessoas ou pregar partidas. Achei sempre estúpido troçar de alguém que acreditou em algo credível que o espertalhão disse ou fez.
Achei sempre que as partidas eram apenas estúpidos abusos de poder. E que muitas vezes a vítima achava graça por mero medo do abusador.
Achei sempre estúpido embotar a minha percepção do mundo com drogas legais ou ilegais, mesmo que todos o fizessem.
Achei sempre que todos o fazem não era argumento para eu fazer o mesmo. Nem atestar da qualidade do feito.
Achei sempre desagradável ter de aprender lentamente o que se vai ensinando lentamente nas escolas. Se me interesso por algo quero estar a estudar esse assunto exaustivamente até ficar satisfeita com esse conhecimento. E achar que tenho bases que cheguem para me servirem de referencia pelo resto da vida continuar a estudar esse assunto.
Achei sempre execrável ter de estudar todos os tipos de pulgas que atacam os cavalos (será que eles apanham pulgas?) se o que me interessa é só saber como funcionam as corridas de cavalos.
Questiono-me se o aprendizado com um mestre não será preferível às normalizadas escolas.
Depois noto que sou boa a apanhar padrões dentro de um aparente caos.
Em geral andei uns 30 anos à frente da maioria dos meus pares. O que não é nada cómodo, posso garantir.
Por exemplo estando eu, em 1973, na faculdade de medicina de Lisboa, já comia macrobiótico enquanto toda a gente queria era comer bitoques com ovo a cavalo (creio que já nem existem) ou tíbias cheias de natas com açucar e fumar charros.
Já me interessava em aprender como as pessoas se curavam enquanto quase todos os meus colegas queriam só ser médicos.
Depois aturar as perguntas de porque é que desististe de medicina, um curso tão bonito e eu a responder nunca desisti de estudar medicina só mudei de mestres pois ali não ensinavam o que eu queria aprender, mas ficar sempre com a impressão de muito poucos perceberem o que eu queria dizer.
Pronto. Já chega de desabafos típicos do retorno solar do nosso dia de anos.
Se ofendi alguém peço sinceras desculpas. São só reflexões. Não acusações.
Estamos sempre a crescer espiritualmente e a aprender.
Voltemos agora, ao assunto que aqui me trouxe. O meu presente de anos para ontem: Uma Mensa Portugal.
Existiam uns vinte e tal inscritos portugueses na Mensa Internacional.
Agora com a net talvez pudessemos arranjar maneira de materializarmos este sonho.
E darmos mais apoio aos sobredotados portugueses. Pô-los em contacto com os seus pares em todo o planeta.
Para que não tenham tantas dificuldades como nós tivemos, por sermos como somos.

3 comentários:

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