terça-feira, 15 de novembro de 2005

Somos curandeiros e pronto!


Costumo dizer de mim que sou Curandeira.
Pois usar esta palavra derivada de Cura é a melhor forma de me recordar a mim e aos meus clientes que o nosso objectivo é a Cura.
Ajudar a/o meu cliente a curar-se a si mesma/o!
Apenas isto.
Somos depositários de conhecimentos que atravessaram milénios.
Não vivemos escravizados à procura da última moda nos tratamentos!
Apesar de estarmos atentos às novidades e sempre abertos a aprender mais.
Temos de manter sempre à vista o nosso objectivo: a Cura.
Os gays por razões políticas, também adoptaram a designação Gay que antes era pejorativo.
A Inquisição já acabou há uns séculos...
Somos curandeiros e pronto!
Se os clientes se curam voltam a procurar-nos. E o resto são truques para baralhar o observador.
Na sequência da Lei nº 45/2003 de 22 de Agosto sobre as Medicinas Não Convencionais (MNC) têm estado a decorrer reuniões de uma Comissão Técnica Consultiva (CTC) muito bizarra.
Vejamos:
  • 6 (!?) representantes das MNC.
  • 7 peritos de coorporações médicas
  • 3 representantes dos Ministérios da Saúde, Educação e Ensino Superior
A única conclusão desta bizarria é que entrámos perdedores numa bizarra Comissão Técnica Consultiva!
Basta fazer as contas.
Os três representantes dos ministérios ainda vá. Mas nos dias de hoje os médicos não têm nada a ver conosco. Por isso em 1974 deixei de procurar estudar sobre cura na faculdade de Medicina.
Como os arquitectos e os engenheiros. Ambos trabalham em construção mas de forma totalmente diferente.
Não tem jeito nenhum esta minoria para decidir sobre nós próprios!
Mas se formos a ver a parte filosófica os médicos estão para nós como os advogados para os arquitectos.
Portanto a única coisa a fazer é bater com a porta desta bizarra comissão e exigir uma com jeito.
Nós mais os 3 representantes dos ministérios e pronto.
E tendo sempre presente que dividir para reinar é um básico nas maroscas políticos.

3 comentários:

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Até em Moçambique já legalizaram os xamãs locais tendo-lhe sido atribuída a designação de médicos tradicionais associados a um organismo de classe sancionado pelo estado.
Só à posteriori é que os poderes públicos estão a pensar em reciclar os conhecimentos científicos dos ditos médicos tradicionais.

Anónimo disse...

A lei 45/2003 deve-se maiormente aos trabalhos da Fenaman- Federação Nacional de Associações de Medicinas Alternativas Naturais.
Isto comprova-se pela existencia de um doc. misto levado à Assembleia de Republ. por anterior comissão conjunta e que mereceu a subscrição de todos os intervenientes com excepção do representante da Ordem dos Médicos que à ultima hora se recusou a assinar esse documento.