quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Senti-me num filme do Jacques Tati

Ontem fui comprar uns livros na livraria da Europa América, perto da Gulbenkian. Deixei os recortes do catálogo com a empregada e, como boa ecologista, fui ao lado levantar dinheiro para pagar cash.
Entrei na primeira porta que me pareceu um multibanco.
Entrei... mas a porta não fechava. E teimava em não me obedecer quando eu a quis fechar para usar a máquina em paz..
Teimou em abrir até aos 90 graus e depois começou a fechar-se sozinha.
Só então me dediquei a olhar para a máquina e vi que não servia para o meu cartão.
Resolvi sair. Carreguei no botão ao lado da porta.
E tive de dar um grande salto senão levava com a porta na cara.
Lá se abriu ela outra vez até aos 90º só então começou a fechar-se. Sozinha. Com outro movimento enérgico.
Achei que conhecia de qualquer lado aquela situação absurda. Lembrei-me de onde conhecia aquilo. Senti-me num filme do Jacques Tati.
Aquele sistema deve ser muito bom para matar velhinhos com poucos reflexos!
Ficaram tão actuais estes filmes e este realizador.
Ps: Aquela cabine diabólica pertencia talvez à CGD. Tinha um símbolo azul com uma ave.
Cuidado!

2 comentários:

risocordetejo disse...

OLá, Maria; como vê, a vida é sempre muito mais divertida, perigosa, dramática, etc, é sempre muito mais tudo do que qualquer filme, do que qualquer livro, do que qualquer pintura. Por isso temos de escrever tanto, pintar tanto, etc, mas nunca lhe chegamos aos calcanhares. No entanto, o segredo é nunca desistir: de viver, claro! E também de vermos Jacques Tati, esse delicioso e terno humor em forma de gente. Na videoteca deve encontrar...

Anónimo disse...

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