quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Gripe das aves vista calmamente pela SPEA

Recebi este email há pouco. Parece-me útil para todos nós. Não se assuste que mais importante que qualquer bactéria ou virus é nós nos mantermos péssimos como caldo de cultura para eles.
É muito fácil: basta mudarmos a qualidade do sangue e a nossa atitude perante a vida! ;-)

Informações sobre a gripe das aves
O tema da gripe das aves e da influência das aves selvagens numa eventual pandemia de gripe tem suscitado muito interesse por parte da comunicação social e da opinião pública. A SPEA tem-se esforçado por divulgar de forma actual e séria estes assuntos, no âmbito das suas competências, e este texto serve para informar os sócios e o público em geral sobre este tema. A informação dada pela SPEA diz respeito à distribuição das aves nas respectivas rotas migratórias, mas não tanto quanto às probabilidades de essas aves servirem de transportador dos vírus, questão essa que terá mais a ver com as respectivas entidades de veterinária e de saúde.
Estas são informações com os dados conhecidos à data de 18 de Outubro de 2005, que poderão alterar-se novamente com a rápida evolução das notícias sobre este tema.

Sobre a gripe das aves

O vírus H5N1 parece estar em franca expansão com os recentes acontecimentos na China, Cazaquistão, Mongólia, várias regiões da Rússia e dos países em redor do Mar Negro, após o alastramento que se tem vindo a verificar por toda a região do Sudeste Asiático desde 2003. Ainda não está completamente claro o modo como a doença se tem vindo a espalhar mas existe a hipótese de que as aves migradoras aquáticas possam estar envolvidas.
Existem numerosas estirpes (pelo menos 144) do vírus da gripe, muitos dos quais presentes em aves selvagens a níveis muito baixos, mas podem ocorrer mais frequentemente em aves aquáticas. A maioria destes vírus presentes as populações de aves selvagens são benignos.
As estirpes altamente patogénicas deste vírus podem causar elevados índices de mortalidade nas aves domésticas mas são muito raros em aves selvagens. O H5N1 é altamente patogénico mas nunca foi detectado em aves selvagens antes dos recentes acontecimentos no SE Asiático, Rússia e nos países circundantes ao Mar Negro. É possível que tenha tido origem em aves domésticas através da mutação de sub-tipos pouco patogénicos e, consequentemente, foi transmitido das aves domésticas para as aves selvagens.
A transmissão é promovida pelas aves domésticas devido à densidade de aves e o consequente contacto com fezes e outras secreções através das quais o vírus pode ser transmitido. As práticas avícolas do SE asiático onde as aves domésticas se misturam muitas vezes com aves selvagens, especialmente com patos e gansos, terá facilitado a transmissão para as aves aquáticas migradoras e conduzido ao aparecimento de várias aves mortas.
Não existe qualquer prova de que os seres humanos infectados pelo H5N1 o tenham adquirido através de aves selvagens. Estas infecções ocorreram em indivíduos que contactaram muito de perto com aves domésticas. O risco de perigo para a saúde vindo das aves selvagens é baixo e pode ser minimizado evitando o contacto com aves doentes ou mortas. Contudo, existe a possibilidade de o vírus se desenvolver numa estirpe que possa ser transmissível de ser humano para ser humano. Se este cenário se verificar, o mais provável é que aconteça no sudoeste asiático, de onde se poderia espalhar rapidamente para o resto do mundo em forma de pandemia de gripe.
A situação desenvolve-se rapidamente de dia para dia e a nossa posição sobre a doença e as medidas de controlo propostas continuarão a ser desenvolvidas à medida que surjam novos dados. Os pontos abaixo são baseados na informação disponível datada de 18 de Outubro de 2005:
1. Os recentes acontecimentos indicam que as aves migradoras podem ter transmitido a doença entre países ou regiões. Embora esta hipótese não esteja ainda comprovada é uma possibilidade que não deve ser ignorada. As movimentações de aves domésticas, uma outra possível via de transmissão, estão largamente implicadas na expansão do vírus no Sudeste Asiático.
2. Não existe qualquer registo da transmissão da doença entre aves selvagens infectadas e o ser humano. O H5N1 não é, actualmente, contagioso entre humanos e os casos verificados de seres humanos infectados foram associados a um estreito contacto com aves domésticas infectadas. O risco de seres humanos contraírem a doença através de uma ave selvagem é remota, a não ser que tenha existido contacto com aves infectadas e os seus excrementos.

Sobre as rotas migratórias

3. As aves migradoras invernantes, especialmente aves aquáticas, que ocorrem em Portugal e que são possíveis portadores do vírus da gripe aviária, chegam predominantemente a partir desta época, originárias das regiões mais setentrionais da Europa e também da Sibéria e da Rússia. Há contudo ainda algum desconhecimento sobre as áreas de origem exactas de algumas das espécies que nos visitam, e é verdade que no início do Verão foram detectados casos de gripe aviária na Sibéria Ocidental e Rússia Central, dentro das áreas de distribuição das espécies de aves que, seguindo o corredor migratório ocidental, invernam na Europa ocidental, Portugal inclusive.
4. Na Europa as aves migradoras fazem as suas viagens outonais para Sul através de três vias migratórias principais: (i) uma mais oriental, orientada para o estreito do Bósforo, onde foram detectados os casos de gripe aviária da Turquia, da Roménia e da Grécia; (ii) uma via central, utilizada por aves que seguem por Itália para daí transporem o Mediterrâneo em direcção ao Norte de África; e (iii) uma via ocidental, que passa pelo Norte da Europa até à Península Ibérica, utilizada pelas as aves que invernam em Portugal.
5. Na via migratória oriental foram já registados casos de gripe aviária na Grécia, na Turquia e na Roménia que são do domínio público. Não se sabe ao certo qual a origem desses casos. O facto de terem ocorrido próximo de zonas de concentração de aves aquáticas faz levantar a suspeita, não confirmada, de que possam estar relacionados com aves selvagens. Frisamos que este modo de contágio não está de forma alguma comprovado, mas não se pode ignorar a possibilidade de ter acontecido.
6. As duas restantes vias migratórias não apresentam, até à data, qualquer registo de ocorrência de vírus da gripe aviária. Em princípio, o facto de não haver registos e o facto de termos populações de aves aquáticas migradoras relativamente pouco numerosas quando comparadas com outros países envolvidos na mesma via migratória (exemplos: Holanda, Reino Unido, França) traz alguma tranquilidade. Mas estes factos, embora positivos, não significam que tal não pode acontecer, como se pode ler abaixo.
7. Tanto quanto se sabe, as aves que são infectadas pelo vírus e que contraem a doença acabam por morrer rapidamente, o que obviamente limita bastante a sua capacidade migratória. Quer isto dizer, que uma ave infectada na Sibéria, tem probabilidades reduzidas de chegar até ao nosso país.
8. Dado o desconhecimento relativo das áreas de reprodução destas populações de aves aquáticas, não é de afastar a hipótese de existir alguma sobreposição de áreas de reprodução de aves que sigam vias migratórias distintas. Se tal acontecer há possibilidade de infecção de aves que se distribuem em todas as vias migratórias.
9. Existem algumas espécies aquáticas migradoras que efectuam migrações fora destas vias principais acima descritas, por exemplo o zarro (Aythya ferina) e o arrabio (Anas acuta). Para além destas, outras espécies movimentam-se em toda a região mediterrânica, podendo viajar das regiões mais orientais para o nosso país. Exemplos destas aves são o flamingo (Phoenicopterus ruber), o pernilongo (Himantopus himantopus) ou o colhereiro (Platalea leucorodia). Acresce que existe a possibilidade de existirem movimentos de aves em consequência de condições climáticas particulares, como vagas de frio e tempestades.
10. Em resumo, consideramos que a probabilidade de ocorrência de aves migradoras infectadas em Portugal é neste momento reduzida, mas não impossível. A probabilidade de ocorrência nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira é praticamente nula, pois receberão números perfeitamente residuais de aves migradoras.

Prevenção de focos de contágio

11. Mesmo no caso de ocorrerem registos de infecção na via migratória ocidental é de excluir qualquer abate de efectivos populacionais de aves selvagens migradoras, que serão inúteis para o controlo da doença e extremamente difíceis de pôr em prática. Esta posição é partilhada pela Organização Mundial de Saúde, pela FAO das Nações Unidas e pela Organização Mundial para o Bem-estar Animal, conforme se pode consultar em www.birdlife.net. Assim, o abate de aves aquáticas não é de maneira nenhuma uma solução para ‘controlar’ a doença, antes pelo contrário – promove a dispersão das aves por um grande número de locais, o que traria consequências negativas no caso do eventual aparecimento do vírus em Portugal.
12. As técnicas de controlo mais eficientes envolvem uma comprovada segurança biológica, primeiramente da produção aviária, de modo a reduzir o contacto entre animais domésticos e aves selvagens ou com fontes de água infectadas. Estas medidas necessitam ser complementadas com abates completos e rápidos das aves domésticas infectadas. Devem ser consideradas medidas adicionais que podem incluir um controlo mais apertado dos mercados de aves bem como o transporte de aves domésticas. Tais medidas devem ser introduzidas a nível mundial. Os países onde actualmente não se verifica nenhum caso de doença deveriam equacionar banir as importações de aves domésticas e de aves selvagens provenientes de áreas afectadas. Impedir o acesso público a locais infectados é igualmente uma medida sensata.
13. Para além do impacto da doença na economia e no modo de vida das populações e dos potenciais riscos para a saúde, existem igualmente potenciais implicações a nível da conservação das aves. Por exemplo, estima-se que entre 5% e 10% da população mundial de ganso-de-cabeça-listada Anser indicus desapareceu devidos aos recentes acontecimentos na China.
14. É nossa posição que se deve desde já ter extremo cuidado no manuseamento de aves selvagens, especialmente as que forem encontradas mortas ou doentes. Isto aplica-se a caçadores ou a investigadores que trabalhem em contacto directo com aves como medida preventiva. Recomendamos que seja considerada a interdição parcial ou total da caça, no país ou numa determinada região, se o vírus for identificado no nosso país ou numa região próxima. Note-se que a Turquia e a Roménia, bem como alguns países da região (Bulgária, Sérvia e Montenegro, Polónia), decretaram no fim-de-semana passado a interdição temporária da caça como meio de ajudar a controlar o combate a esta virose.

Recomendações para observadores de aves

A SPEA tem sido questionada sobre os riscos de transmissão da doença para profissionais ou amadores, observadores de aves, caçadores ou público em geral. Acresce que a SPEA organiza diversas iniciativas que envolvem trabalho voluntário, nomeadamente os Censos de Aves Comuns (CAC), o projecto Novo Atlas das Aves Nidificantes em Portugal e as Contagens de Aves no Natal e Ano Novo (CANAN), pelo que é nosso dever informar os nossos voluntários sobre este tema.
O conhecimento actual permite-nos dizer que o risco de contágio de aves selvagens para o homem é extremamente reduzido, provavelmente mais reduzido do que o risco de ‘importar’ a doença através de aves importadas, legal ou ilegalmente. Este grau de risco é baseado na informação acima descrita sobre as rotas migratórias para a Península Ibérica. Para além disso é importante notar que não existem registos de transmissão do vírus de aves selvagens para o homem, sendo os casos conhecidos causados pela proximidade do homem com aves domesticadas.
No entanto, a situação e o cálculo de risco deve ser constantemente reavaliado e considerado. Para isso contribuem os rastreios que têm sido conduzidos pela Direcção-Geral de Veterinária e pelo Instituto da Conservação da Natureza através de amostras de aves aquáticas nas principais zonas húmidas portuguesas. Para complementar esta informação será extremamente útil que os observadores de aves estejam alerta para o problema e comuniquem rapidamente às autoridades casos de grandes mortalidades de aves selvagens nos seus habitats. As aves aquáticas são as espécies mais sujeitas e vulneráveis a este tipo de infecção. Note-se que é relativamente normal encontrarem-se aves mortas no campo, logo deve-se usar o bom-senso, comunicando apenas os casos de mortalidade mais fora do vulgar.
O vírus pode ser transmitido através de secreções nasais e excrementos, logo não se deve nunca mexer em aves encontradas mortas ou agonizantes. No caso de anilhadores credenciados de aves, estes devem seguir as recomendações transmitidas pela central portuguesa de anilhagem de aves (CEMPA).
Frisamos que a probabilidade de o vírus H5N1 ocorrer em aves selvagens em Portugal é neste momento reduzida. Continuamos obviamente a acompanhar todos os factos sobre este tema e actualizaremos esta informação no caso de surgir qualquer aumento do risco.
Sitios onde obter mais informação:
UE
UE
OMS
FAO
BirdLife International

4 comentários:

Anónimo disse...

Scary Warning for Single Men in Their 30s
Lonely, single men in their 30s, especially those who are living alone, are much more prone to developing high blood pressure than married men of the same age who live with their families, according to new research from a team of doctors in Japan, reports Tokyo's Mainichi Daily Times.

Do you know what's hidden in your food--from spaghetti sauce to canned soup to frozen dinners--that could lead to high blood pressure? The answer may surprise you.

Researchers from Chuden Hospital in Hiroshima surveyed 1,570 male employees of a Japanese company. Among this group, 217 of the men lived alone, including some married men who were living apart from their families. They found that the number of men in their 30s who lived alone and suffered from high blood pressure was 3.6 times higher than the men of the same age who lived with their families. Specifically, 14.9 percent of the 30-something men living alone had hypertension, compared with 4.1 percent of the men who lived with their families. By the time they reached their 40s, 21.4 percent of the men who lived alone had high blood pressure, compared with 13.8 percent of those who lived with their spouses.

Savor that chocolate. It's not only delectable, but also can help control diabetes and high blood pressure. There's just one catch.

Why? The doctors theorize that men who live alone do not eat as well, specifically missing out on fruits and vegetables, and did not exercise as frequently. Also, because they tended to dine out more frequently, they often consumed foods with too much salt. Excess salt is a known cause of hypertension.

If you eat these foods, you'll lower your blood pressure without medication.

The study results are noteworthy because they clearly show the damaging effect irregular lifestyles can have on health. "The ratio of those in their 30s living alone who have high blood pressure is almost equal to that of those in their 40s living with their spouses," study leader Dr. Hiroyuki Hiraga told the Mainichi Daily Times. "Men living by themselves are prone to suffer from diseases caused by irregular lifestyles. They should be careful to take a balanced diet." The study findings will be presented on Thursday to a study session of the Japan Society of Internal Medicine in Osaka.

Get out a measuring tape. Your waist circumference could predict your future risk for high blood pressure. Find out the important numbers here.

Anónimo disse...

Bird flu sparking human epidemic is 'science fiction': Spain

AFP | October 20 2005

Spain's agriculture minister dismissed fears bird flu sparking a global epidemic among humans as "science fiction", saying the virus currently only poses a threat to birds.

"The idea of a pandemic among humans is something from science fiction," Spanish Agricultural Minister Elena Espinosa said on the private radio station Cadena Ser, as Europe braced for the further spread of the H5N1 strain of the bird flu, which has killed 60 people in Asia during the past three years.


Outbreaks of the H5N1 strain have been confirmed in Romania and Turkey, while further tests are being conducted on a suspect case in Greece.
Currently the bird flu is "solely and exclusively a veterinary problem," said Espinosa.

Human infections in Asia were "in very specific poultry raising situations where the families lived with the chickens and infection was due to constant inhalation," Espinosa said.

While H5N1 currently does not spread easily between people, many scientists fear that it may combine with seasonal influenza in humans, mutating into an easily transmissible form that could kill millions like in the 1918 influenza pandemic.

However, Espinosa announced increased surveillance measures and that the stockpile of bird flu vaccine for chickens would be doubled to 10 million doses.
She said a quarantine would be set up around any suspected bird flu outbreaks, with poultry in nearby areas receiving vaccinations.
The Spanish government decided Tuesday to buy six to 10 million doses of anti-viral drugs for groups most at risk for human flu.

Anónimo disse...

Era uma vez um grupo de homens maus que queriam ganhar muito dinheiro. Então mandaram os jornalistas assustarem as pessoas com uma doença que só se contagiava entre as aves, quase nada para os homens e nada entre pessoas. Mas como faziam muito barulho assustaram a manada de humanos.
Então os cientistas que já tinham preparado a vacina fingiram que tinham descoberto a vacina agorinha mesmo.
E a manada assustada foi logo comprar a vacina a julgar que precisava dela.
E morreram como tordos dos efeitos secundários.
Assim se resolveu o problema dos 95% do excesso populacional.
Evidentemente tudo isto se passou no "país do faz de conta".
Há muitos séculos atraz.

Anónimo disse...

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