sábado, 22 de outubro de 2005

Maldadezinhas do social e roupas emprestadas


Ontem lembrei-me das maldades que aparecem nas reportagens de revistas sociais. Comprei uma. Que até costuma ser uma caixa de bombons em relação à maioria; mas mesmo esta estava venenosa.
Apesar de nas legendas ser muito simpática envenenava pelas imagens: era o tio da noiva cujos sapatos não eram adequados ao que vestia, era a mãe da noiva que levava um vestido bonito mas não levava soutien, era o pai da noiva em suspensórios, era a avó que tinha um vestido soberbo mas não adequado, era a sogra da noiva que é uma excentrica, era a noiva que estava a provar o vestido enquanto lhe tinha descaído a sombra do vestido no peito...
Maldadezinhas.
Em Portugal há um fotógrafo especialista em ir à festa de 80 anos de uma senhora e depois fotografa-la debaixo para cima para aparecerem as peles por baixo dos antebraços, ou convidar um emergente, conversar envolventemente com ele enquanto o fotografa de forma a ele parecer parvo quando as publicar. E por aqui adiante.
Por estas e por outras é que o Julio Iglésias quer ser sempre fotografado de cima para baixo e põe mais uma série de condições rígidas nos seus contactos com a imprensa.
Quem não as conhece gosta sempre de dizer mal destas pessoas que se tornaram personagens e de que se fala como se não fossem humanos. Como se não sentissem. Confundem-se os personagens reais do social com os personagens inventados de ficção.
E arraza-se a Lili Caneças porque numa situação banal disse uma banal verdade de la Palisse, que por ser de la Palisse não deixa de ser verdade: estar vivo é o contrário de estar morto.
Certas outras pessoas nossas conhecidas passam a vida a dizer mentiras e a desmentirem a ultima mentira com outra mentira. Mas quase ninguém se queixa. ;-)
Mistérios da magia dos mass-media.
A Lili é espertíssima, simpática, bem educada e bonita. Daqui o sucesso em ser convidada para tantos sítios: é agradável estar ao pé dela.
Mas a Lili é relativamente recente na imprensa cor de rosa. Outras pessoas, que foram das mais elegantes do meu tempo, conheço melhor. Como a Margarida Prieto e Maria João Saviotti são outras mulheres de grande valor. Acima de tudo são grandes profissionais de relações públicas cujos maridos nunca teriam chegado onde estão se não as tivessem ao seu lado.
A Xaxão Pinto Basto é um encanto de senhora e boa pessoa.
E já agora apesar do que afirma o José Castelo Branco neste meio, andar com roupa emprestada é uma honra que não está ao alcance de qualquer um. É uma coroa de glória para quem já tem um estatuto muito alto dentro das estrelas do social. E tem inteligência e mais de fazer ao dinheiro que comprar vestidos para usar uma única vez. ;-)
Quem lhe empresta sabe que a sua roupa será valorizada e aparecerá com certeza na imprensa. Assim melhora muito o status do estilista que fez a fatiota.
E emprestar roupas a quem vai aos Óscares é uma dura batalha para as equipas das marcas. As actrizes de sucesso, top models, mulheres de banqueiros ou milionários ou políticos e aristocratas são disputadas pelos produtores de moda como montras de excepção para os seus produtos. Até podem ser pagas por isso.
Portanto ao contrário do que certas pessoas afirmam não é nada pindérico vestir roupa emprestada, entre os colunáveis.
Até é muito janota.
E só para quem tal mereça.

3 comentários:

Anónimo disse...

Este José Castelo Branco é mesmo um cretino arrogante. Dizia ele que não andava com roupa emprestada. Pois não o queriam.

silvio disse...

o gajo acha que é fino! mas comprou roupinhas para a "1ªcompanhia" lá na feira-da-ladra,
eeheheh, na tv entrevistaram a feirante a quem ele comprou..

Maria Afonso Sancho disse...

Comprar roupas na feira da ladra para ir para a 1ª Companhia é adequado. Onde se poderia encontrar fardas senão na feira da Ladra?
Lavadas e engomadas ficam boas.
Ainda tenho um cinto da GNR que comprei lá em 1974. Na altura da revolução era muito moderno vestirmo-nos com os restos de fardas militares que lá se encontravam. Até da 2ª guerra havia lá coisas. E pratas a optimo preço. Tenho de lá voltar um dia destes. Encontram-se sempre coisas interessantes.